Moda - Cosméticos e suas origens no Egito
por Anna Maria A.S. Pieroni Orientadora da ABRA

Óleos, aromaterapia, esfoliação, argila, hena, maquiagem, esmalte... Itens tão comuns da cosmética atual, já estavam presentes numa civilização tão distante da nossa, a Egípcia. Nefertiti, esposa do faraó Amenófis IV, que viveu por volta de 1372 a C. - uma rainha conhecida por sua extrema vaidade e beleza - costumava se banhar todas as manhãs com uma mistura de água e carbonato de cal, além de aplicar, algumas vezes sobre a pele, uma máscara composta de ovo de avestruz, argila, leite e óleo. 

Também se submetia a massagens com óleos vegetais misturados a ervas aromáticas e esfoliava seus pés e cotovelos com uma espécie de pedra-pomes. Suas unhas das mãos e pés eram polidas e geralmente coloridas com hena. A maquiagem das rainhas do Egito também era elabora: com substâncias extraídas de plantas e minerais, usavam sombras coloridas nas pálpebras, sendo os olhos bem delineados por um kajal preto; usavam maquiagem vermelha para as bochechas e boca. Muitas vezes o próprio corpo era maquiado com um pó dourado.

Os homens não ficavam distantes destes rituais de beleza. O Faraó, por exemplo, possuía a seu dispor uma equipe de assistentes, que se encarregavam de sua toalete pessoal, entre eles: barbeiros, peruqueiros, manicures, pedicuros, perfumistas e maquiadores. Até mesmo os operários e escravos cuidavam de suas aparências e recebiam da classe dominante, juntamente com as rações alimentares, alguns cosméticos. Os sacerdotes egípcios constituem os primeiros perfumistas que se tem notícia na história da humanidade. Sendo que o perfume era um artigo de luxo para esta civilização, destinado a reis, rainhas, sacerdotes, grandes senhores e usado principalmente em festas, templos e grandes solenidades (aos convidados eram dados cones de ceras perfumadas, fixados no alto das perucas, que ao se derreterem com o calor exalavam perfume).



   
Design: Estúdio 196