Design - Como escolher a iluminação adequada?
por Carla Basílio Orientadora do Curso de Design de Interiores da ABRA

Na hora de escolher o tipo de iluminação, é importante analisar o ambiente antes, as dimensões, a funcionalidade, as cores que devem predominar, e aí sim, escolher o tipo de iluminação mais adequada e as lâmpadas mais indicadas.

A análise começa no fluxo luminoso, como a luz deve ser distribuída no ambiente:

Difusa - Iluminando o ambiente inteiro por igual;
Dirigida - Iluminando um ponto focal. 

Uma sala de jantar, por exemplo, deve ter iluminação difusa em todo o ambiente, e um ponto direcionado para a mesa principal.

Em seguida, deve-se analisar que tipo de iluminação deve ser usada:

Direta - Onde o ponto de luz fica visível, como nas dicróicas;
Indireta - Onde não é possível ver o ponto de luz, como nas sancas.

Em ambientes de trabalho deve-se evitar ter o ponto de luz totalmente aparente, principalmente no caso de luz fluorescente, que causa ofuscamento na vista.

A tarefa mais complicada na hora do projeto de iluminação de um ambiente é escolher o tipo de lâmpada (que não são poucas). Então a dica é analisar sempre o "IRC" de cada lâmpada, ou seja, o Índice de Reprodução de Cor, que deve manter a máxima fidelidade à cor exposta sob efeito da iluminação artificial. O IRC de 100 tem ótima reprodução de cor.

Porém, o grande problema é que nem todas as lâmpadas reproduzem tão bem cores quentes e cores frias ao mesmo tempo. As lâmpadas incandescentes, conhecidas como luz quente, tem IRC de 100, porém não reproduzem muito bem as cores frias, já as fluorescentes apresentadas em versão tubular (mais antiga) IRC de 70 e compacta IRC de 85, reproduzem bem as cores frias, porém não reproduzem tão bem as cores quentes como as incandescentes. As lâmpadas halógenas (dicróicas) funcionam como as incandescentes, com IRC de 100 também. Elas acabam reproduzindo bem tanto cores frias como quentes, por isso são tão usadas em vitrines e exposições de arte. O problema é que esquentam muito, devem ser colocadas na distância certa, evitando assim que interfiram nas cores de quadros ou estofados, incomodem em balcões de trabalho ou que causem queimaduras no toque.

Outro item importante é saber identificar a lâmpada desejada pelas descrições de cada tipo e marca. Então, conheça as principais nomenclaturas:

Potência (W) - É a quantidade de energia consumida pela lâmpada, por exemplo, uma lâmpada fluorescente compacta de 15w ilumina tanto quanto uma incandescente de 60w.
Tensão (V) - É a energia fornecida pela concessionária. Voltagem 110v ou 220v.
Lúmen (LM) - É a quantidade de luz emitida pela lâmpada, o fluxo luminoso.
Lux (LX) - É a quantidade de luz resultante, que chega ao ponto desejado.

Mas nada vai adiantar escolher o tipo de iluminação certa, a melhor lâmpada e errar na quantidade de luz. Ambientes com pouca iluminação acabam prejudicando a funcionalidade, porém luz demais causa sensação de desconforto.
De acordo com as normas da ABNT, a iluminância residencial deve seguir:

· Escritório e biblioteca - 300 lux;
· Cozinha e banheiro - 200 lux;
· Sala estar, jantar e dormitório - 150 lux;
· Hall, escada, despensa e garagem - 100 lux.

Para projeto, podemos calcular a quantidade da potência necessária pela metragem:
· Escritórios e consultório - 30w/m²;
· Cozinha e banheiro - 25w/m²;
· Sala e dormitório - 20w/m²;
· Hall e garagem - 5w/m².



   
Design: Estúdio 196