Design de Interiores – Dúvidas Frequentes
por Laerte Galesso


Muita gente tem me perguntado sobre a área de Design de Interiores, como formação, cursos, mercado de trabalho, pré-requisitos, entre outras questões. Este questionário, baseado em perguntas e respostas, foi elaborado para tentar esclarecer as principais dúvidas. No entanto, se você ainda tiver qualquer dúvida ou opinião sobre o assunto, envie pra nós.

1. O que é exatamente Design de Interiores?
R: O termo “Design de Interiores” é relativamente novo no Brasil. Foi oficializado no final da década de 1990, quando o Ministério da Educação e Cultura (MEC) lançou os Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Profissional de Nível Técnico – Área de Design, trabalho no qual tive a oportunidade de participar e colaborar na formatação das Bases Curriculares do curso Técnico, que hoje é adotada em todo o território nacional.
Até essa época a área era conhecida como “Decoração”, “Arquitetura de Interiores” ou simplesmente “Design”.
Em São Paulo, a primeira escola a ministrar cursos na área foi o Instituto de Arte e Design (IAD), fundada em 1959. Posteriormente, vieram a Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), oferecendo cursos de Graduação nas áreas de Design, os cursos Técnicos de Nível Médio, com a ETC Carlos de Campos e os cursos de Bacharelado em Belo Horizonte, Uberlândia e Rio de Janeiro.
Até os anos 70, o mercado ainda era dominado por profissionais do sexo masculino, arquitetos, designers de móveis e autodidatas. Esse profissional possuía grande conhecimento sobre arte, estética, tecido, mobiliário, antiquário, revestimentos, distribuição de peças e obras de arte, cortinas, tapeçaria, aplicação de cor, entre outras atribuições. Porém, ele quase não fazia interferência na arquitetura dos ambientes, como troca de piso e bancadas, que eram atribuições exclusivas do arquiteto. Sua tarefa principal era decorar o ambiente obedecendo a arquitetura existente. Muitos arquitetos, porém, não se envolviam com decoração, por considerar uma tarefa menor do que a arte de projetar.
Nesta época, contratar um profissional de decoração era privilégio de poucos.
Na década de 1980 prosperaram os cursos livres de Decoração de Interiores. Na virada do século, surgiram cursos de diversos níveis em quase todos os Estados brasileiros.
Em 1999, o Ministério da Cultura (MEC), na gestão de Paulo Renato, reimplantou o curso de Nível Técnico em Design de Interiores, com a colaboração da Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD) e das principais escolas de design do país - entre elas a ABRA - que ajudaram a formatar as Bases Curriculares.
De acordo com levantamento coordenado pelo arquiteto Jéthero Cardoso, que é membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), no ano de 2012 havia 182 cursos espalhados por todo o país, sendo 15 Bacharelados 77 Tecnólogos e 90 Técnicos de Nível Médio, sem falarmos na grande quantidade de cursos complementares livres.
Hoje, o Designer de Interiores tem uma abrangência maior do que o Decorador tinha no passado, pois desenvolve e executa projetos voltados para áreas internas de residências, comércio, indústrias, embarcações, veículos, entre outros, com elaboração de plantas, elevações e perspectivas de apresentação ao cliente e também especificações de produtos, orçamentos, contratação de profissionais e empresas para a execução dos trabalhos sob sua supervisão, gerencia obras, entre outras atividades.
É uma das áreas que mais se desenvolveram nos últimos tempos e tem grande perspectiva de crescimento. Isso se deve a alguns fatores importantes: com a ascenção da classe média, a decoração se tornou mais acessível, na área residencial. As pessoas perceberam que contratar um profissional para desenvolver o projeto e acompanhar a decoração acaba saindo mais barato e com menos dor de cabeça. A área comercial, a exigência do público consumidor fez com que os empresários mudassem sua visão quanto aos valores agregados ao ponto comercial. 
Em 2008, o MEC desenvolveu e implantou o Catálogo nacional de Cursos Técnicos de Nível Médio e, assim, definiu carga horária mínima para os cursos constantes do Catálogo, bem como um breve descrito dos conteúdos de cada curso, possibilidades de temas a serem abordados e de atuação dos profissionais formados. Assim, os cursos constantes do Catálogo passaram a ser organizados por Eixos Tecnológicos, sendo que o curso passou a denominar-se Curso Técnico em Design de Interiores - Eixo Tecnológico: Produção Cultural e Design.

2. Qual a diferença entre Design e Designer?
R: Design é a área e designer é o profissional que atua na área. Portanto é errado falar “eu sou design de interiores” ou “eu trabalho com designer de interiores”.

3. O que faz um Designer de Interiores?
R: Esse profissional planeja e organiza os espaços, escolhendo e combinando os diversos elementos de um ambiente. Estabelece relações estéticas e funcionais, em relação ao que se pretende produzir, harmoniza em um determinado espaço, móveis, objetos e acessórios, como cortinas e tapetes, procurando conciliar conforto, praticidade e beleza. Escolhe as cores, materiais, acabamentos e iluminação, utilizando tudo de acordo com o ambiente e adequando o projeto às necessidades, ao gosto e à disponibilidade financeira do cliente. Além disso, administra o projeto de decoração, estabelece cronogramas, fixa prazos, define orçamentos e coordena o trabalho de pedreiros, marceneiros, gesseiros, pintores, eletricistas e outros profissionais. Pode projetar ambientes residenciais, comerciais ou espaços em locais públicos. Esse profissional costuma trabalhar como autônomo, montando seu próprio escritório, mas pode atuar também em escritórios de arquitetura, empresas especializadas em decoração e design de interiores ou, ainda, como consultor em lojas de móveis.

4. Quais as disciplinas necessárias para a formação do designer?
R: Existe um currículo básico de Competências e Habilidades exigido pelo MEC, para a formação do Designer de Interiores, sendo que cada escola deve usar pelo menos oitenta por cento desse currículo e completar os vinte por cento com conteúdos que achar conveniente.
Essas Competências e Habilidades se dividem em prática (projeto) e teoria, sendo que os principais conteúdos indispensáveis para a formação em Design de Interiores são:

- Desenho Livre
- Desenho Técnico
- Leitura e Interpretação de Projetos
- Desenho Arquitetônico
- Concepção de Projeto de Interiores
- Projeto Executivo
- Especificações
- Teoria da Cor
- Perspectiva Artística
- Perspectiva Isométrica
- História da Arte
- História do Mobiliário
- Teoria da Decoração
- Memorial Descritivo
- Metodologia de Pesquisa
- Revestimentos e Materiais
- Computação Gráfica
- Técnicas Ilustrativas
- Comunicação Visual
- Gestão de Projetos
- Projeto de Marcenaria
- Iluminação
- Instalações Prediais
- Normas (ABNT) e Restrições
- Projetos Comerciais
- Ecologia e Meio Ambiente


5. Quais os campos de atuação de um Designer de Interiores?
R: Depois de formado, esse profissional pode atuar no planejamento e desenvolvimento de projetos residenciais, lojas, hotéis, clínicas, estandes, prestar assessoria na escolha de móveis e objetos de arte, fazer editoriais sobre o assunto para a Internet, revistas, jornais, montar seu próprio escritório ou trabalhar em escritórios de arquitetura, se especializar em fotografia de interiores, desenvolver maquetes eletrônicas, etc., dependendo da sua especialização.
Existem outras áreas que são mais específicas, como design de veículos, barcos, indústrias, entre outros.

6. Quanto ganha um profissional dessa área?
R: Como esse profissional ganha por projeto, é difícil estabelecer um ganho fixo mensal. Como em toda profissão, um profissional experiente e conceituado, que tem uma boa clientela, ganha razoavelmente bem, enquanto que um recém-formado precisa galgar um patamar mais confortável. Mas, trata-se de uma profissão em ascensão, tanto na área residencial quanto comercial. Por isso, as perspectivas são boas.

7. Quais opções de cursos existem no mercado?
R: Existem cursos de Nível Técnico, Tecnólogo e de Graduação completa, que visam a preparação do profissional para atuar no mercado de trabalho.

8. Qual é a diferença entre um curso técnico, tecnólogo e de graduação?
R: O curso de Nível Técnico tem no mínimo 800 horas, podendo demorar de 1 a 2 anos e tem o objetivo de preparar o aluno para o mercado de trabalho, de forma rápida e objetiva, capacitando-o ao exercício da profissão; o Tecnólogo é um curso de graduação escalonada, deve ter no mínimo 1.600 horas, dura em média 2 anos e tem como objetivos oferecer conhecimentos técnicos e científicos necessários para a formação de profissionais para atender campos específicos do mercado de trabalho. Basicamente, os mesmos objetivos do curso técnico, com a diferença de ter o dobro da carga horária e, consequentemente um custo mais elevado, se cursado numa boa faculdade. Além disso, muitas vezes, o aluno precisa estudar mais dois anos para se especializar. O aluno tem a possibilidade de avançar nos estudos, completar a Graduação e candidatar-se a cargos públicos e privados que exigem nível superior. Quanto ao curso de Graduação completa, este deve ter pelo menos 2.400 horas, duração média de 4 anos e é indispensável para formações mais completas, cuja carga horária do tecnólogo seria insuficiente para abordar todos os conteúdos necessários.

9. O que é melhor um curso de Nível Técnico, Tecnólogo ou Superior completo?
R: Uma boa escola técnica prepara o aluno de forma objetiva para o mercado de trabalho, em menos tempo e com um custo relativamente menor do que um curso tecnólogo ou de graduação numa faculdade de ponta.
Em geral, você não precisa frequentar as aulas todos os dias da semana e tem mais flexibilidade com os conteúdos.

Se você pretende entrar rapidamente no mercado, mas não tem a intensão de se candidatar a cargos públicos ou privados que exigem graduação, o curso Técnico é uma boa opção. Mas, é preciso escolher com cuidado (Veja abaixo, como escolher um curso).
Quanto ao Tecnólogo, é preciso escolher bem, principalmente, porque muitas faculdades viram nessa modalidade uma forma de atrair os alunos para a graduação completa. Ou seja, você vai precisar estudar mais dois anos para completar sua formação. Além disso, muitos desses cursos não preparam o aluno de forma adequada e depende muito do aluno vivenciar situações na prática.
Se você tem condições financeiras (e tempo) para fazer uma faculdade, escolha uma que seja conceituada no mercado.

É claro que ter um diploma de graduação é importante. Porém, uma boa faculdade sai caro e as que cobram muito barato, em geral, não tem credibilidade no mercado, pois esses cursos precisam de uma estrutura grande e bons professores, coordenação, etc., para preparar adequadamente o aluno. E isso tem custo. Além disso, você precisa fazer Vestibular, estudar todos os dias e o tempo para concluir o curso é, em média, de quatro anos. 
É sabido que existe uma pressão da família, da sociedade e do próprio mercado de trabalho, para que você tenha um diploma de curso superior. Mas, às vezes, é melhor começar por um bom curso técnico do que fazer uma faculdade ruim, apenas para ter um diploma de graduação. Posteriormente, você pode completar os estudos (inclusive com aproveitamento de conteúdos), com graduação em Design de Interiores ou mesmo de Arquitetura.

10. Os cursos Técnicos são reconhecidos pelo MEC?
R: Não, o Ministério da Educação (MEC) não autoriza diretamente nenhum curso de Nível Técnico, mas somente cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado. Essa atribuição é das Secretarias Estaduais de Educação (SEEs), que são órgãos vinculados ao MEC.
Portanto se alguma escola técnica afirmar que o curso é reconhecido pelo MEC, desconfie.

11. Como devo escolher um curso?
R: Depois de definir quanto está disposto a gastar, quanto tempo quer esperar para entrar no mercado e como vai administrar sua agenda semanal, você deve realizar uma pesquisa profunda, primeiro na Internet depois pessoalmente, para saber qual a melhor opção. Fuja das escolas e faculdades que cobram muito barato e prometem muito sem comprovar nada. Visite as instituições mais sérias e conceituadas que oferecem cursos técnicos, tecnólogos e superiores; converse com alunos, leia sobre depoimentos dos alunos, procure saber quem são os coordenadores de curso; os professores, principalmente se eles atuam no mercado; veja o material didático da escola; o tempo que ela oferece este curso; quantos alunos por sala; sistema de atendimento; suporte fora do horário normal, etc. Peça para assistir uma aula experimental; veja a produção dos alunos; veja também se o curso é reconhecido por alguma associação da categoria e leia atentamente o contrato de prestação de serviços.
Enfim, toda essa “trabalheira” vai evitar dores de cabeças e decepções futuras.

12. Quais são os diferenciais do curso Técnico da ABRA?
R: Desde a sua fundação, em 1987, a ABRA oferece o curso livre de Decoração de Interiores e desde o ano 2000
mantém o curso Técnico em Design de Interiores, com autorização de funcionamento publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, em 13/04/2000 e reconhecido pela ABD - Associação Brasileira de Designers de Interiores. A Escola participou, inclusive, da formatação das Bases Curriculares que é utilizada hoje em todo o território Nacional.
Portanto, são mais de 30 anos de experiência de atuação na área. Além disso, conta com uma equipe de professores (todos Arquitetos), que atuam no mercado de trabalho e estão perfeitamente integrados com a metodologia da ABRA.

Os principais diferenciais da ABRA são:
- Ensino Individualizado (o aluno pode iniciar em qualquer época do ano);
- Os professores são Arquitetos formados nas melhores faculdades e atuantes no mercado de trabalho;
- Materiais didáticos próprios (Apostilas);
- Programas de cursos atualizados;
- Turmas com no máximo 12 alunos;
- Tratamento diferenciado;
- Módulos Teóricos, complementares aos conteúdos de Projeto;
- Acompanhamento do aluno pela Coordenação e pela Direção durante todo o curso;
- Diploma reconhecido pelo mercado de trabalho;
- Filiação à ABD, Associação Brasileira de Design de Interiores;
- Participações em Concursos, Mostras e eventos da área.


13. O fato de não saber desenhar atrapalha o aprendizado?
R: Não, isso não é um empecílho. Principalmente se a escola for especializada neste conteúdo e tiver professores capacitados para ensinar desenho. A grande maioria dos alunos que faz este curso na ABRA não possui nenhuma experiência anterior com desenho. E esse conteúdo é bastante importante para você adquirir noções espaciais, habilidade manual, trabalhar com uma parte do seu cérebro que não é muito utilizada, devido aos problemas do cotidiano e aprender como representar graficamente seus projetos.

14. Dá para fazer o projeto no computador? Que softwares são usados?
R: Sim, hoje a grande maioria dos projetos é desenvolvida em programas de computador, como o AutoCad, Sketchup, Revit, Vector Works, Active 3D, 3D Max, etc. Inicialmente, você deve dominar bem o desenho em duas dimensões (2D), depois, partir para os softwares em 3D, para desenvolver as maquetes eletrônicas. Em qualquer caso, uma boa base de desenho livre e desenho técnico na prancheta são imprescindíveis.

15. É preciso ser bom em matemática para fazer este curso?
R: Não, mas é importante que você tenha um bom raciocínio lógico e consiga fazer as operações básicas, para lidar com medidas, escalas e especificações.

16. Existe o reconhecimento da profissão?
R: Sim, a Lei Federal Nº 13.369, sancionada pelo Presidente Michel Temer, em 12 de dezembro de 2016, estabelece: 
Art. 1o É reconhecida, em todo o território nacional, a profissão de designer de interiores e ambientes, observados os preceitos desta Lei.
Art. 2o Designer de interiores e ambientes é o profissional que planeja e projeta espaços internos, visando ao conforto, à estética, à saúde e à segurança dos usuários, respeitadas as atribuições privativas de outras profissões regulamentadas em lei.
Art. 3o (VETADO).
Art. 4o Compete ao designer de interiores e ambientes:
I - estudar, planejar e projetar ambientes internos existentes ou pré-configurados conforme os objetivos e as necessidades do cliente ou usuário, planejando e projetando o uso e a ocupação dos espaços de modo a otimizar o conforto, a estética, a saúde e a segurança de acordo com as normas técnicas de acessibilidade, de ergonomia e de conforto luminoso, térmico e acústico devidamente homologadas pelos órgãos competentes;
II - elaborar plantas, cortes, elevações, perspectivas e detalhamento de elementos não estruturais de espaços ou ambientes internos e ambientes externos contíguos aos interiores, desde que na especificidade do projeto de interiores;
III - planejar ambientes internos, permanentes ou não, inclusive especificando equipamento mobiliário, acessórios e materiais e providenciando orçamentos e instruções de instalação, respeitados os projetos elaborados e o direito autoral dos responsáveis técnicos habilitados;
IV - compatibilizar os seus projetos com as exigências legais e regulamentares relacionadas a segurança contra incêndio, saúde e meio ambiente;
V - selecionar e especificar cores, revestimentos e acabamentos;
VI - criar, desenhar e detalhar móveis e outros elementos de decoração e ambientação;
VII - assessorar nas compras e na contratação de pessoal, podendo responsabilizar-se diretamente por tais funções, inclusive no gerenciamento das obras afetas ao projeto de interiores e na fiscalização de cronogramas e fluxos de caixa, mediante prévio ajuste com o usuário dos serviços, assegurado a este o pleno direito à prestação de contas e a intervir para garantir a sua vontade;
 
17. Qual é a autonomia do Designer de Interiores?
R: O reconhecimento da profissão é muito recente, por isso, não há ainda normas que determinem qual é a autonomia desse profissional. É certo que ele tem autonomia para desenvolver os itens constantes na Lei (definidos acima). Entretanto, independentemente da sua formação, o Designer de Interiores não pode "assinar" um projeto arquitetônico nem promover reformas estruturais. Essas atribuições são exclusivas de Arquitetos e Engenheiros.
Ele pode, no entanto, efetuar troca de pisos, revestimentos, planejar bancadas, forros de gesso, iluminação, fazer alterações nas partes de hidráulicas e sanitárias, sempre com a contratação de profissionais especializados.

18. Depois de formado posso abrir meu próprio escritório?
R: Sim, para isso é preciso que, além de dominar bem o desenvolvimento de projetos, você deve aprimorar as questões administrativas e ser empreendedor.

19. Onde o designer que está começando consegue trabalho/ clientes?
R: Em muitos casos, se você faz uma boa escola e se destaca, é possível que já comece a ter seus contatos e realizar pequenos projetos antes mesmo de terminar o seu curso.
O mercado de Design de Interiores está em ascensão. Mas, como em toda profissão, é preciso batalhar, participar de concursos, divulgar em revistas especializadas, frequentar mostras de design, lojas e empresas, fazer contatos, ter um site bem apresentável e fazer uma trabalho impecável, com ética, transparência e profissionalismo, pois, o próximo cliente sempre depende do anterior.

20. Qual é a melhor idade para começar este curso?
R: Não existe idade limite para começar. Em geral, as escolas exigem idade mínima a partir de 16 anos, com o Ensino Médio em andamento ou concluído.

21. Quais são os pré-requisitos necessários para fazer um curso técnico?
- Ensino Médio completo ou em curso.
- Documentos necessários para a matrícula:
- Requerimento de Matrícula (fornecido pela escola)
- Requerimento / Declaração de Aproveitamento de Estudos (fornecido pela escola)
- 02 Cópias do Histórico Escolar de Conclusão do Ensino Médio (Ensino Médio cursado em outros estados, trazer cópias autenticadas em cartório).
- Declaração de Escolaridade (se estiver cursando o Ensino Médio) - Original e Cópia do Histórico Escolar de Conclusão do Ensino Fundamental.
- Cópia do RG.
- Cópia do RNE (para estrangeiros).
- Cópia do CPF.
- Cópia da certidão de nascimento ou de casamento.
- Cópia do titulo de eleitor.
- 03 Fotos 3x4 (Atuais).
- Cópia do documento militar para o sexo masculino, entre 18 e 45 anos.
- Comprovante de Residência.
- Ensino Médio cursado em outro país, o interessado deverá procurar a Diretoria de Ensino e solicitar Equivalência de Estudos.


22. Já passei dos 40, será que ainda consigo acompanhar?
R. Sem dúvida! A grande maioria dos alunos que faz este curso na ABRA está na faixa dos 25 a 45 anos e nunca tiveram nenhum contato com a área ou experiencia com desenho. Muitos têm outra profissão,  mas querem mudar de vida, buscando uma profissão mais compatível com as suas aspirações.
Por isso, se você se identifica com a área, não tenha medo e corra atrás do seu sonho.

Boa Sorte!

Laerte Galesso
Designer, Artista Plástico, Prof. de Artes e Diretor Geral da ABRA - Academia Brasileira de Arte
lgalesso@abra.com.br


Saiba mais sobre o curso Técnico de Design de Interiores da ABRA aqui.



   
Design: Estúdio 196