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Sejam fãs de automóveis ou mesmo simples consumidores, há uma percepção geral de que os carros estão cada vez mais similares. Lançamentos que não trazem nada de impressionante, designs considerados “tediosos”, menos modelos diferentes circulando por aí, podem ser frustrantes para quem já viu tantas criações inovadoras ao longo das décadas. 

Fica então a pergunta: por que isso ocorre? Para responder a essa questão, vamos avaliar alguns dos principais motivos que levaram a essa similaridade nos automóveis, além de trazer perspectivas futuras sobre o tema. 

Carros similares: falta de ideia ou de opção?  

A primeira coisa que as pessoas podem pensar é que estamos vivendo um problema grave de falta de criatividade dos designers. Contudo, a realidade é bem diferente, pois o que temos, na verdade, é uma limitação na hora deles desenvolverem qualquer projeto.  

Essa limitação se dá por alguns fatores como: 

1 – Aerodinâmica 

Desde os anos 70, com a crise do petróleo, as montadoras passaram a priorizar a criação de formas mais aerodinâmicas, ou seja, que tenham menos resistência ao ar e possam trafegar consumindo menos combustível. Essa situação rendeu um comentário famoso do designer Ian Callum (ex-Jaguar

“Os carros hoje são projetados em túnel de vento, por isso não variam muito”. 

Por conta disso, alguns elementos passaram a ser comuns aos mais variados modelos de carros, como:

  • Para-brisas mais inclinados; 
  • Tetos mais baixos; 
  • Porta-malas mais altos; 
  • Carrocerias mais lisas, sem apêndices ou volumes que não fossem funcionais.  

A partir deste momento, a beleza começa a perder espaço para a funcionalidade.

Simca Chambord e a estética “rabo de peixe” que não tem mais espaço atualmente

2 – Segurança 

O segundo fator se deu muito mais por uma necessidade de tornar os modelos mais seguros para os condutores. São diversas exigências técnicas, tanto para se adequar à legislação como pela publicidade que isso poderá gerar para a marca por meio dos testes em revistas especializadas.

Entre algumas mudanças, podemos destacar: 

  • Para acomodar reforços internos, as portas estão mais altas e mais espessas;  
  • O risco de atropelamento elevou a altura dos capôs; 
  • Para resistir melhor aos capotamentos, a área dos vidros encolheu e as colunas ficaram mais largas. 

Contudo, o problema aumenta para os designers porque eles precisam considerar as especificidades de cada país ao criar a carroceria do seu carro. Isso pode impactar em altura de faróis dianteiros e disposição das luzes na traseira, por exemplo. 

Como muitas montadoras têm diversos países como foco para seus negócios, eles ficam ainda mais engessados para desenvolver os projetos de novos modelos.

3 – Custos e o “medo de errar” 

A questão financeira nunca pode ser menosprezada e quando falamos do lançamento de um modelo de automóvel, como os valores são na casa de milhões, o tema ganha ainda mais importância.

Além das questões citadas de aerodinâmica e segurança, temos elementos que hoje são indispensáveis para a venda de modelos como ar-condicionado, câmbio automático, central multimídia, entre outros, que deixam menos espaço para investir em outras áreas. 

Isso faz com que muitas montadoras abusem do compartilhamento de peças entre seus modelos para baratear a produção, como motores, painéis, peças de carroceria ou faróis. A consequência direta disso são modelos parecidos, no qual o encaixe destas peças seja mais fácil.

Por fim, mas não menos importante, há o medo das montadoras de ter prejuízo com a criação de carros muito diferentes do que o público está acostumado. E quando pensamos que o mercado mundial não cresceu em volume de venda de carros, apenas dividiu mais o bolo entre montadoras do mundo inteiro, o receio de perder parte desta fatia faz com que tenhamos menos inventividade.

4 – Modismo  

Talvez este seja o único caso em que os designers têm maior parcela de culpa. Ao longo das décadas, tivemos diversas tendências, como os carros compactos europeus e os imensos carros dos EUA nos anos 50 e 60, a tendência dos carros quadrados nos anos 70 e 80, e assim por diante. 

Hoje, o que temos é a moda dos SUVs, que chega a ser irônica e até certo ponto contraditória, pois o veículo tem pior aerodinâmica (consumindo mais combustível), além de menos estabilidade, já que o centro de gravidade é mais elevado.  

Evoque: pioneira no modismo da SUVs

Só que a explicação para a aposta das montadoras é o simples fato de que os consumidores estão dispostos a pagar mais por eles. Ou seja, elas podem pedir valores mais altos por ele, aumentando sua margem de lucros. 

Outra possível explicação é que a grande maioria dos designers é de um “clube exclusivo”. Isso significa que eles compartilham quase sempre das mesmas formações, referências, além da própria troca de informações entre si, tornando o próprio desenvolvimento similar entre eles. 

Ainda podemos citar o interesse de algumas montadoras em manter uma frente padrão para seus modelos. Apesar da ideia de manter uma identidade visual, isso traz tamanha similaridade, que parece apenas versões de tamanho diferente do mesmo modelo.

Quais as perspectivas para o futuro do design dos carros?  

Atualmente, existem duas apostas para podermos ter alguma inovação nos modelos: os carros elétricos e as luzes LED. Vamos entender melhor o que eles podem trazer de novidades: 

1 – Carros elétricos e a ausência das grades dianteiras  

Comuns nos carros movidos à combustão, as grades têm como principal função auxiliar no resfriamento do motor. Entretanto, como o motor elétrico aquece menos, os designers podem investir em modelos sem a presença deste elemento.  

Volvo EX30: modelo sem a famosa grade dianteira

Tal mudança possibilitará carros com a frente mais baixa (deixando o veículo mais aerodinâmico) ou, em alguns casos, até trazer um segundo porta-malas, além do traseiro. 

2 – O uso flexível dos faróis LED  

Diferentemente dos faróis tradicionais, os LEDs iluminam mais e ocupam menos espaço. Isso possibilita aos designers agrupá-los em blocos grandes, pequenos e até mesmo em linhas retas e curvas. 

Inclusive, já temos modelos que fazem uso dessa flexibilidade, como o da picape Hyundai Santa Cruz. Com um total de oito faróis (quatro de cada lado) misturados no desenho da grade frontal, ele traz um aspecto curioso, pois quando estão apagados, o carro parece não ter nenhuma lanterna dianteira.

Hyundai Santa Cruz e a integração entre grade e faróis LED

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