Dia das mães: conheça grandes obras que as homenageiam Academia Brasileira de Arte -

O segundo domingo de maio é dedicado a comemorar o Dia das Mães. Trata-se de uma data dedicada a homenagear a figura materna ao redor do mundo. Mas para além de um dia dedicado a ela, falamos de um membro da família frequentemente retratado por grandes artistas ao longo da história. 

Agora, além das origens da comemoração, também mostraremos algumas das principais obras dedicadas às mães. 

Dia das Mães: da origem mitológica até a data como conhecemos hoje 

Os primeiros registros de comemorações dedicadas às mães datam da Grécia e Roma antiga. Entretanto, as datas ali eram dedicadas as divindades mitológicas, no caso Rhea e Cibele respectivamente, ambas tratadas como “mãe dos deuses”. Vale dizer que se tratam da mesma deusa, mas com suas devidas variações. 

As comemorações ocorriam no fim de março, celebrando a chegada da primavera no hemisfério norte. Posteriormente, os relatos sobre comemorações relacionadas às mães datam apenas do século XVII, na Inglaterra. Lá foi instituído o “Mothering Day”, sendo celebrado no quarto domingo da quaresma. Este dia passou a ser uma folga para os operários visitarem suas mães. 

Já a data como conhecemos hoje, tem origem nos EUA, por conta da ativista Ann Maria Reeves Jarvis e sua filha, a também ativista Anna Jarvis. Ela tinha um trabalho no sentido de valorizar as mulheres que exerciam a maternidade. Por isso criou em 1858 o Mothers Day Work Clubs e realizava campanhas em prol das mães trabalhadoras e contra a mortalidade infantil. 

Posteriormente, sua filha Anna Jarvis também se torna ativista pela mesma causa. Após a morte de sua mãe, ela começa uma campanha para que houvesse um dia reservado a mostrar a importância da figura materna na sociedade. Mas apenas em 8 de maio de 1914 é que foi aprovado no congresso a data comemorativa. 

Ironicamente, a própria Anna Jarvis passou a lutar pela extinção da data tempos depois. O motivo, segundo ela, foi o desvirtuamento da comemoração, que passou a ser mais uma data comercial. Ela disse “Não criei o Dia das Mães para ter lucro”. Porém, como todos sabemos a data seguiu firme e forte, com um grande apelo mercantilista, ficando apenas atrás do Natal em movimentação financeira. 

Dia das mães: 4 obras homenageando a figura materna 

Grandes artistas ao longo da história, eternizaram suas mães em pinturas e aqui iremos destacar quatro destas obras. Vocês poderão notar inclusive que algumas tornaram-se inclusive bastante conhecidas, por aparições recorrentes na cultura pop. Agora, vamos a elas: 

1 – James McNeill Whistles: Arranjo em cinza e preto nº 1 ou Retrato da Mãe do Artista (1871) 

 

Pode parecer estranho, mas sim esta obra tem dois nomes oficiais. Inclusive a famosa obra de James McNeill Whistler chegou a ter um terceiro nome, porém este não oficial de “Mãe de Whistle”. Apesar de sua nacionalidade estadunidense, ele fez sua carreira entre Londres e Paris. A capital inglesa inclusive foi o lugar que viu pela primeira vez esta obra. 

Ele é fundador do movimento artístico chamado de tonalista, que pintava paisagem em forma de névoa. Entretanto, o Retrato da Mãe do Artista faz parte de outra corrente artística, que ficou conhecida como “realismo americano”.  

Em 1872 ele apresentou o trabalho na 104ª Exposição da Royal Academy of Art em Londres, mas o mesmo teve rejeição da Academia. Ele o imaginava como um retrato da era vitoriana, mas as audiências o viam como um “arranjo simples” apenas.  

Posteriormente a obra tornou-se muito popular nos EUA (apesar de ter ido poucas vezes para o país). Ela passou a ser vista como um ícone para a maternidade e também para os “valores familiares” da época.  

O maior exemplo disso foi quando os correios estadunidenses em 1934 emitiram um carimbo com a obra estilizada e a frase “em memória e em honra das Mães da América”. Posteriormente ela ganhou várias aparições em séries, desenhos, sendo até tema da trama de um filme do Mr. Bean, de 1997. 

2 – Pablo Picasso: Retrato da Mãe do Artista (1896) 

Trata-se de uma das primeiras obras de Pablo Picasso. No entanto, muitos não associam de cara com o artista, por não trazer as características cubistas, que foram a marca da sua carreira, mas sim um estilo clássico. Esta foi feita com pastel seco e o mais impressionante é que ele a pintou quando tinha apenas 15 anos de idade. 

3 – Vincent Van Gogh: Retrato da mãe do artista (1888) 

Van Gogh durante sua carreira, pintou diversos familiares. Seu avô, pai, irmã e também sua mãe. Com o nome “Retrato da Mãe do Artista” (nome comum entre várias obras do gênero), ele se valeu de uma fotografia em preto e branco que tinha dela, para pintar. Entre as muitas cartas que escreveu para seu irmão Theo, Vincent Van Gogh explicou as motivações desta obra: 

“Estou fazendo um retrato de mamãe para mim mesmo. Não suporto a fotografia incolor e estou tentando fazer uma em uma harmonia de cores, como a vejo em minha memória.” 

Vale dizer que uma das grandes influências de Van Gogh na arte foi sua mãe, pois ela era uma artista amadora. Inclusive seus primeiros desenhos foram cópias de esboços dela: buquês de flores e cardos. 

4 – Mrs. Robert S. Cassatt, the Artist’s Mother (1889)

Mary Cassatt foi um dos importantes nomes do movimento impressionista do século XIX. Apesar de ser estadunidense, fez sua carreira na Europa, especialmente na França, onde mantinha contato frequente com outros grandes nomes do impressionismo, especialmente Degas. 

Conhecida por seus trabalhos retratando momentos íntimos de mães e filhos, ela contou ao longo de sua carreira com um grande apoio de sua mãe. O “The Artist’s Mother” inclusive foi o último de uma série de retratos que Mary Cassatt pintou de sua mãe. 

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