Psicologia das cores no design de interiores - ABRA Academia Brasileira de Arte -

Ao criar um projeto para qualquer ambiente, o design de interiores também deve se atentar a questão das cores que serão utilizadas nele. Para além da preferência do cliente, é preciso observar coisas como a iluminação que o local recebe, o seu uso no dia a dia etc. No entanto é preciso lembrar que elas também podem transmitir sensações e emoções a quem está no lugar. 

Hoje falaremos um pouco mais sobre o significado das cores no design de interiores, passando um pouco pela psicologia por trás delas, assim como as mais indicadas para determinados ambientes.  

Psicologia das cores: o estudo das sensações que elas transmitem 

Anteriormente trouxemos aqui um texto sobre a teoria das cores, assim como sua origem. Agora falaremos um pouco mais sobre os estudos derivados deste, que passaram a analisar as sensações que as cores nos transmitem.  

O primeiro a fazer um estudo aprofundado sobre o tema foi Johann Wolfgang Von Goethe. O autor de “Fausto”, também foi responsável pela “Teoria das Cores”, que era um tratado sobre a natureza, função e psicologia das cores.  

Usando como referência o estudo de Isaac Newton, ele se aprofundou em coisas que o físico ignorou. Por exemplo, o impacto psicológico das cores sobre o humor e emoção (baseadas aqui também em sua própria percepção). Além disso ele também analisou a questão de objetos brancos parecerem maiores que os da cor preta. 

Apesar de não ter sido bem aceita na época (especialmente por ir contra muito do que fez Newton), retomaram seu estudo posteriormente e com outras pessoas se aprofundando mais no tema. Atualmente uma das principais obras sobre o assunto é da psicóloga e socióloga Eva Heller, chamado “A Psicologia das Cores: como as cores afetam a emoção e a razão”. 

O uso das cores no design de interiores 

Primeiramente deve-se destacar que a psicologia das cores é apenas parte da análise que se deve levar em conta na hora do projeto. Isso porque a questão da iluminação natural, do tamanho do ambiente, entre outras coisas tem tanta importância quanto.  

Aqui vamos trazer as cores mais recorrentes, seus significados segundo estudos e onde se usam mais elas:

  • Azul – ela costuma estar associada a paz, tranquilidade e interiorização. Por conta disso ambientes de estudo, relaxamento e dormitórios são suas aplicações mais comuns; 
  • Vermelho – uma cor estimulante, que se associa a energia, comunicação, intensidade. Por conta disso, ela não é tão comum em ambientes residenciais. Por outro lado, como ela também estimula o desejo de consumir, é muito utilizada em ambientes como espaços comerciais e lojas; 
  • Amarelo – incentiva a comunicação, criatividade, alegria, energia. Juntamente com isso é uma cor que pode iluminar ambientes mais escuros. Por exemplo, pode-se usar para áreas de lazer e convivência; 
  • Verde – até por ser a frequência média das cores no espectro eletromagnético, é vista como uma cor que traz equilíbrio, estabilidade e harmonia. Usa-se com frequência em salas de espera e de reunião; 
  • Laranja – uma cor que traz o entusiasmo, otimismo, criatividade, mas principalmente comunicação. Até por isso é muito usada em salas de visita, jantar e cozinha. Para ambientes corporativos costuma ser uma boa escolha, pelo fato de estimular novas ideias; 
  • Preto – uma cor associada a formalidade, sofisticação e segurança. No entanto, recomenda-se usar junto com outras cores, pois seu excesso pode transmitir emoções negativas; 
  • Branco – uma cor neutra, associada a paz, calma, tranquilidade e limpeza. Contudo, ela traz algumas recomendações como no caso do preto, pois seu excesso pode criar um ambiente muito impessoal. Aqui pode-se quebrar isso tanto misturando com outras cores, mas também com elementos como móveis, quadros etc.  

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Como podem vem, existem diversos tipos de aplicações quando usamos a psicologia das cores. Entretanto é sempre preciso ter em mente que mesmo com alguns usos padrão, as sensações transmitidas pelas cores, podem variar de pessoa para pessoa.  

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