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O ano mal começou e já nos deparamos com uma data que homenageia um dos grandes profissionais da arte. Dia 8 de janeiro, celebramos o Dia do Fotógrafo, e para prestar uma homenagem àqueles que vivem ou simplesmente amam a fotografia, vamos explorar a trajetória de um dos notáveis nomes da área na história: Steve McCurry, o autor de uma das fotografias mais icônicas do mundo, conhecida como “A Menina Afegã”.

Curiosidade: a origem do dia do fotógrafo e o daguerrótipo 

Antes de abordarmos a história de Steve, é importante explicarmos por que o Dia do Fotógrafo é celebrado no dia 8 de janeiro. A origem dessa data remonta à homenagem ao anúncio da invenção da daguerreotipia, um processo fotográfico desenvolvido por Joseph Nicèphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851).

Sete meses depois, em 19 de agosto, o cientista François Arago, secretário da Academia de Ciências, explicou o funcionamento do processo e comunicou que o governo francês havia adquirido a invenção, tornando-a de domínio público e, assim, disponibilizando-a para o “mundo inteiro”.

Para compensar os criadores, Louis Daguerre e o filho de Joseph Niépce, Isidore, passaram a receber uma pensão anual vitalícia do governo da França: seis mil e quatro mil francos, respectivamente. 

Já o equipamento, chamado daguerreótipo, consistia em uma imagem única e positiva, formada diretamente sobre uma placa de cobre revestida com prata. Em seguida, a placa era polida e sensibilizada por vapores de iodo. Após a exposição na câmera escura, a imagem era revelada por vapores de mercúrio e fixada por uma solução salina.

modelo de Daguerreótipo

Agora que já explicamos um pouco sobre a data e o que a originou, podemos iniciar a biografia de McCurry.

Steve McCurry: o início e a virada na carreira a partir de um disfarce 

Nascido na Filadélfia, Estados Unidos, em 24 de fevereiro de 1950, ele graduou-se no início dos anos 70 em Artes e Arquitetura pela Universidade do Estado da Pensilvânia. Desde jovem, trabalha com fotografia, tendo iniciado sua carreira em um pequeno jornal da região.

Sempre demonstrou interesse no Oriente Médio, especialmente na Índia, país que visitou diversas vezes. Na época, viajava com pouco mais que uma sacola de roupas e filmes, atravessando o subcontinente e explorando o país com sua câmera.

Segundo Steve, esse período ajudou a aprimorar sua técnica. Ele destaca que aprendeu a observar e aguardar pelo melhor ângulo, explicando que: “Se você esperar, as pessoas vão esquecer a sua câmera e a alma do fotografado transparece.

Ele voltou ao Oriente Médio em 1979, mas, desta vez, para o Afeganistão, e foi nesse momento que sua vida mudou definitivamente. Imerso em trajes tradicionais, com barba cheia e feições desgastadas pelo tempo após meses integrado aos Mujahideen, McCurry cruzou a fronteira com o Paquistão com seu filme costurado nas roupas.

Embora já estivesse há algum tempo no Afeganistão, ele conseguiu entrar em território paquistanês, o que ressalta sua coragem, dado que as fronteiras estavam fechadas até mesmo para jornalistas naquele momento.

A presença no Paquistão a histórica foto da menina afegã 

Steve McCurry já era razoavelmente conhecido neste período, mas sua presença no local, cobrindo o conflito, o colocou entre os grandes nomes do fotojornalismo da época. Através de suas lentes, o mundo pôde testemunhar a crueldade da guerra e o sofrimento dos refugiados afegãos.

Esse trabalho impressionante rendeu a ele o “Prêmio Robert Capa de Melhor Reportagem Fotográfica do Exterior”. Este prêmio é concedido apenas a fotógrafos que demonstram coragem, iniciativa excepcional e dedicação à profissão.

E mesmo com todo o reconhecimento de seu trabalho, a maior consagração ainda estava por vir. Suas fotos já estampavam as páginas da revista estadunidense National Geographic há algum tempo, mas nenhuma teve tanto impacto quanto aquela que foi capa em junho de 1985.

A foto foi tirada um ano antes, em 1984, e conta com o seguinte enredo: McCurry estava fotografando em um campo de refugiados no Paquistão quando ouviu crianças vindo de dentro de uma tenda, que servia como uma sala de aula improvisada.

Ao longe, avistou uma garota de 12 anos que tivera os pais mortos em um ataque aéreo soviético. Ela viajara durante semanas com sua avó e quatro irmãos por vários campos de refugiados. A menina encarava McCurry com seus cabelos castanhos e olhos verdes expressivos.

Ao se deparar com aquela imagem, ele capturou rapidamente o momento. No entanto, inicialmente, a garota cobriu o rosto com as mãos e um xale que usava. Foi a professora quem a convenceu a revelar o rosto, dizendo-lhe para permitir que McCurry a fotografasse e compartilhasse sua história com o mundo. Foi nesse momento que ela baixou as mãos, olhou para a câmera e nasceu a histórica foto da “menina afegã”.

As duas fotos: com o rosto coberto e a mais famosa

A carreira de Steve McCurry e o reencontro com a “menina afegã” 

A repercussão da foto foi tremenda, e muitos fatores contribuíram para isso: as cores contrastantes, a imagem de seu rosto com um xale vermelho cobrindo a cabeça e seus olhos verdes fitando diretamente a câmera. É importante destacar que essa era uma característica presente sempre nas fotos de McCurry, como se observou ao longo das próximas décadas.

Posteriormente, Steve McCurry se consagrou como um fotógrafo especializado em cobertura de conflitos ao redor do mundo, destacando-se pela abordagem “humana” que empregava. Podemos ressaltar a cobertura que ele realizou na tensão entre Irã e Iraque, na desintegração da antiga Iugoslávia, além de conflitos em Beirute, nas Filipinas, na Guerra do Golfo, na Birmânia, Caxemira e Iêmen.

Um fato interessante é que, em 2002, ele a reencontrou, novamente em um campo de refugiados, o de Nasir Bagh, no Paquistão. Nesse dia, descobriu que seu nome era Sharbat Gula (ele não sabia o nome dela) e, naquele momento, ela estava casada e era mãe de três filhas.

Ela não sabia que sua imagem era famosa no mundo inteiro e Steve McCurry lhe disse que “Sua pele é de resistência; existem rugas agora, mas ela é tão impressionante quanto como era há 20 anos”. Ele pediu para fotografá-la novamente e durante a conversa, Sharbat Gula disse que esperava que suas filhas pudessem ter a educação que ela nunca teve. Ela voltou para o Afeganistão em 2016, mas após a tomada do poder pelo Talebã em 2021, exilou-se na Itália.

Sharbat Gula, a “menina afegã” em 2002

Atualmente, McCurry continua trabalhando e segue tendo reconhecimento por seus feitos. Um exemplo é a Medalha do Centenário concedida pela Royal Photographic Society de Londres a McCurry pelo conjunto de sua obra e em 2019, McCurry foi incluído no Hall da Fama da Fotografia Internacional.

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Autoria: Departamento de Pesquisa e Cultura ABRA

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