5 artistas plásticos brasileiros famosos no exterior Academia Brasileira de Arte -

Desde que as artes plásticas se desenvolveram no Brasil, ali pelo período do império, diversos artistas brasileiros já conseguiram destaque fora do país. A lista é extensa, sendo o primeiro de grande renome talvez Almeida Júnior, que é o homenageado da data que homenageia a categoria.  

Pensando nisso, traremos hoje 5 nomes brasileiros de grande destaque nas artes mundo afora. Mas isso não é tudo, pois entre eles, temos 2 (na verdade 3, já que dois deles trabalham em conjunto) que fazem bonito no grafite, que é um dos movimentos que mais cresce em território nacional. Vamos então a eles: 

1 – Romero Brito 

Primeiramente temos aquele com a carreira mais consolidada fora do país dentre os artistas brasileiros. Ele vive nos EUA desde 1988 e é visto como o “artista das celebridades”. Segue o estilo pop art e conta com trabalhos feitos para muitos cantores, atores, políticos e até a família real inglesa. 

Nascido em Pernambuco, no ano de 1963, ele desde cedo já mostrava inclinação para as artes, tendo oficialmente começado sua carreira aos 18 anos. Entre participações de destaque ao longo de sua trajetória, temos a Bienal de Florença e o Salon de la Societe Nationale des Beaux Arts no Carrousel du Louvre em 2008 e 2010.  

Entre participações de destaque dele, podemos citar a coleção de selos postais pela ONU, ter sido o artista oficial da Copa do Mundo de 2010 e também ter dezenas de obras públicas ao redor do globo. 

Cartaz oficial da Copa de 2010

2 – Os Gêmeos (ou OSGEMEOS) 

Esta é a alcunha por qual são conhecidos os irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo. Paulistas, naturais do bairro do Cambuci, mas que passaram longe da tradição italiana da região. Com contato desde cedo com a cultura hip hop e a arte urbana, eles criaram uma paixão pelo estilo, que influenciou demais no estilo e técnicas que ambos utilizam em suas obras. 

Apesar de muitos lembrarem deles especialmente pelos grafites, a dupla mostra-se bastante versátil na criação de suas obras. Isso porque temos também esculturas (inclusive uma gigante de 17 metros, recentemente exposta na Pinacoteca do Estado de São Paulo), pinturas, murais, entre muitas outras. 

Seu reconhecimento no exterior deu-se principalmente por seus grafites virarem tema da 12oz Prophet Magazine, uma revista focada em expressões artísticas urbanas. Além disso, as próprias viagens que fizeram com amigos para o exterior, junto com o próprio reconhecimento local, contribuíram para alçá-los a fama. 

Eles têm um grande número de obras famosas mundo afora, mas sem dúvida uma das principais e impressionantes tenham sido os seis painéis em larga escala na fachada do Tate Museum, que fazem referência a arte moderna e contemporânea.  

Por fim, mas não menos importante é destacar que todas as obras sempre são feitas juntas pelos dois. 

Escultura de 17 metros, que esteve em exposição na Pinacoteca

3 – Juca Máximo 

O artista nasceu em Fortaleza, no Ceará em 1983 e mostra um variado repertório de técnicas. Por exemplo, pintura a óleo, pintura acrílica, nanquim, canetas, arte digital, pinturas 3d, esculturas em clay, resinas, instalações em impressões 3d, madeira, ferro e corian. No entanto, ele vai muito além da pintura, atuando também como designer, ilustrador, escultor e músico. 

Apesar de toda versatilidade de Juca Máximo, ele tem uma carreira relativamente recente no mundo das artes (a mais curta entre os artistas brasileiros citados aqui). Isso porque sua primeira obra é apenas de 2016. Porém, isso não impede de ele já ter uma carreira muito bem sucedida no exterior. Para se ter uma ideia, ele já expôs nos EUA, Inglaterra, Portugal, Taiwan, Índia, Itália e Canadá. 

Ele conta com algumas séries de obras de sucesso, entre as quais podemos destacar: Absence e Portrait Colors. 

Absence I, de Juca Máximo

4 – Milenna Saraiva 

A grande diferença dela em relação aos demais, é que sua formação artística foi feita no exterior. Inicialmente ela fez artes plásticas no Santa Monica College, na California, Estados Unidos. Logo após, ela fez uma especialização a convite da própria faculdade.  Era um programa chamado “The Mentor Program” e ela estudou com renomeados artistas e professores, como Linda Lopes, Nathan Otta, Mark Trujillo, Ron Davis e Sharon Kagan.

Contudo, é importante destacar que ela teve parte de sua formação também feita no Brasil.  Isso ocorreu em 2012, quando fez pós-graduação em Pintura Contemporânea na FAAP (Fundação Armando Alvarez Penteado). Seu grande foco são as pinturas e entre suas principais referências temos de pintores clássicos como Matisse, Bacon e Van Gogh, até artistas contemporâneos, com destaque para Jenny Saville e Andrew Salgado. 

Interessante observar que Millena já expõe desde 2002 e já passou por EUA, Canadá, Inglaterra e claro, Brasil. Até diferente do que muitos possam imaginar, ela atualmente vive em São Paulo. Entre suas principais séries, temos a “empaths” (ou empatas).  

Feita entre 2016 e 2021, a artista retratou artistas, militantes, políticos e líderes religiosos, que de alguma forma tentam mudar o “status quo” em prol das outras pessoas.  

Dalai Lama, da série “Empaths”

5 – Eduardo Kobra 

Finalmente, trazemos o muralista Eduardo Kobra. Entretanto, ele não é uma novidade aqui, pois anteriormente trouxemos sua biografia falando tanto da vida e carreira dele, como a participação ativa em projetos sociais.  

Entre os artistas brasileiros citados, ele é o único autodidata, tendo como inspirações grandes artistas de rua como Eric Grohe (1944- ) Keith Haring (1958-1990), Diego Rivera (1886-1957), além de Bansky. Tendo trabalhado por muitos anos na publicidade, ganhou fama em meados dos anos 2000 com a série de murais urbanos “Muro das memórias”. 

Posteriormente, ganhou o mundo, deixando sua marca Inglaterra, França, Estados Unidos, Rússia, Grécia, Itália, Suécia e Polônia. Com um estilo de imagens hiper-realistas, junto a cores fortes e com alto contraste, ele tem diversas obras famosas ao redor do mundo.  

Entre as que podemos destacar temos “O Beijo” em Nova York (EUA), “Alfred Nobel” em Boras (Suécia), “A Lenda” de Ayrton Senna em São Paulo e “A Bailarina” em Moscou (Rússia). 

Alfred Nobel, em Boras (Suécia)

 

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