O que é arte: definição, conceitos e vertentes Academia Brasileira de Arte -

O que é arte? Essa é uma pergunta que rende diversas discussões e que não possui uma única resposta certa, até pelo conceito ser muito abrangente.  

Por conta disso, hoje buscaremos entender melhor do que se trata a arte, como ela é aplicada e como seus conceitos mudaram ao longo da história, além claro de sua importância para entender a evolução da humanidade.  

O que é a arte: definição 

Para começar, vale observar o significado da palavra no dicionário: 

“Produção consciente de obras, formas ou objetos, voltada para a concretização de um ideal de beleza e harmonia ou para a expressão da subjetividade humana” 

Fonte: dicionário Houaiss

Além disso, ela deriva do termo latino “ars”, que significa “habilidade, técnica”. Inicialmente, apenas a primeira parte da definição era considerada arte. Ou seja, era a expressão de um ideal estético, voltado principalmente para o que era considerado como belo. Atualmente essa é uma visão pouco usada.

Alguns dos conceitos do que se enquadra como arte 

Há muitas linhas filosóficas que discutiram ao longo da história o que seria considerado arte ou não. Mesmo nos dias de hoje, não há um consenso, até pelo caráter de constante mudança que temos. Contudo existem algumas teorias mais difundidas, que seriam estas: 

Como representação (ou mimetismo) 

 É a mais antiga definição de arte e tem como conceito principal que é o homem imitando a natureza. Nesta linha, que perdurou por muitos séculos, quanto maior a semelhança da produção com o original, melhor o artista e mais bela a obra era considerada; 

Arte como expressão  

Com as revoluções e o movimento do romantismo, a arte ganhou ares conceituais, em que emoção, sentimento e subjetividade ganham força. Contudo, é preciso pontuar que neste caso, as emoções não estão pré-definidas. Isso porque a ideia é justamente que a obra em questão desperte emoções variadas em quem a ver.

Por isso, quando algo já tem uma emoção pré-definida (por exemplo, um filme de comédia), não se enquadra nesta categoria, dentro do conceito estabelecido nesta corrente pelo filósofo R.G. Collingwood; 

Como forma 

Está tem como principal defensor o filósofo Clive Bell. Segundo ele, a arte deve ser vista especialmente pelas suas qualidades formais, ou seja equilíbrio, ritmo, harmonia, unidade, etc.  

Nessa vertente, o que se define como arte deve ser feito a partir de quem a aprecia e não partindo da própria obra. Esse conceito ganhou muita força em uma época que começamos a ver muitas obras abstratas.  

Teoria institucional x teoria da semelhança familiar 

Por fim, temos duas vertentes antagonistas. A primeira, idealizada por Georgie Dickie define que algo só pode ser classificado como um artefato de arte por pessoas especialistas no assunto. Ele coloca que uma obra de arte é um artefato, mas nem todo artefato é uma obra de arte. 

A partir disso, essa definição do que é ou não (chamado por ele de “batismo”) precisa partir de alguém com autoridade dentro da esfera artística. Sendo assim, esse grupo define aquilo que deve ou não ser apreciado como arte. 

Por outro lado, temos a teoria de Ludwig Wittgenstein, que parte de uma analogia curiosa: as semelhanças de família. Apesar de todos fazerem parte, nem todos compartilham das mesmas semelhanças. Por exemplo: alguns tem olhos claro, outros cabelos escuros, outros queixos finos, etc.  

Só que essas semelhanças não são compartilhadas por todos e nem seguem um padrão e a isso chama-se de “semelhanças de famílias”. Podemos pegar uma citação quer ele traz no seu livro “Investigações filosóficas”, em que ele faz esta analogia com jogos: 

“Vemos uma rede complicada de semelhanças, que se envolvem e se cruzam mutuamente. Semelhanças de conjunto e de pormenor.  

Não posso caracterizar melhor essas semelhanças do que com a expressão “semelhanças de família”; pois assim se envolvem e se cruzam as diferentes semelhanças que existem entre os membros de uma família: estatura, traços fisionômicos, cor dos olhos, o andar, o temperamento etc., etc. — E digo: os ‘jogos’ formam uma família.” 

Ludwig Wittgenstein – Investigações Filosóficas

Com isso ele entende que não existe um fio condutor da arte, mas sim diversos fios que se entrelaçam por diferentes semelhanças, como uma corda. Sendo assim, não pode ter uma única definição, mas sim estar aberto. Para ele, fechar um conceito limitaria justamente a essência da arte. 

Os tipos de arte 

Como bem sabemos, a arte existe das mais variadas formas. Visuais, performáticas, sonoras, táteis são apenas algumas das linguagens nas quais são expressas a arte. Só que certamente vocês já ouviram o termo que trata o cinema como a “7ª arte”. Pois isso ocorre devido ao fato de que tínhamos um total de sete vertentes consideradas como arte, a saber: 

  • Música; 
  • Dança; 
  • Pintura; 
  • Cinema; 
  • Escultura/Arquitetura; 
  • Teatro; 
  • Literatura. 

Porém, como falamos anteriormente, ela anda lado a lado com as mudanças que ocorrem na humanidade. Por conta disso, quatro novas vertentes foram inclusas nessa lista, que são: 

  • Fotografia
  • História em Quadrinhos
  • Vídeo-Arte (engloba por exemplo jogos de videogame); 
  • Arte Digital ou Multimídia. 

Vale dizer que alguns tem ainda algumas restrições a essa atualização, mas atualmente ela é a mais comum. 

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