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Inspiração além do convencional para o designer de interiores
Descubra como filmes, exposições de arte e lojas físicas podem transformar seus projetos. Amplie seu repertório criativo, vá muito além do Pinterest e crie ambientes únicos que surpreendem os clientes.
O design de interiores, como qualquer trabalho criativo, precisa de uma boa bagagem de referências do profissional. Apesar de parecer uma explicação óbvia, o designer precisa ter um conhecimento vasto que possa tanto ir daquilo que é tendência ou moda em certos círculos sociais, como conhecer decorações clássicas para atender aos mais variados pedidos.
Para muitos, o Tumblr e principalmente o Pinterest são usados como principais fontes de inspiração. Porém, isso pode deixar de fora tantas outras fontes valiosas de referência.
E hoje traremos justamente que outros bons lugares o designer pode utilizar para buscar ideias para seus projetos:
1 – Filmes e séries
Além de momentos de lazer, filmes e séries podem se tornar fontes riquíssimas de inspiração para o design de interiores. E essa referência não se limita a produções diretamente ligadas à arquitetura, moda ou decoração. Mesmo narrativas distantes desse universo podem apresentar soluções visuais interessantes.
A ambientação exerce papel fundamental em qualquer obra audiovisual, já que ajuda a construir personagens, contextos e emoções. Cenários revelam muito sobre época, classe social, estilo de vida e intenções narrativas, elementos que também fazem parte do raciocínio de um projeto de interiores.
Produções que têm a moda como pano de fundo, por exemplo, costumam dialogar diretamente com movimentos estéticos e tendências propostas por designers e criadores renomados, refletindo essas influências também nos ambientes e objetos de cena.
2 - Exposições, museus e galerias de arte
Espaços culturais também são fontes valiosas de inspiração para designers de interiores, mesmo quando não tratam diretamente de arquitetura ou design. Exposições podem oferecer referências conceituais importantes, ampliando o olhar criativo para além do óbvio.
A observação cuidadosa de obras permite explorar combinações de cores, contrastes, texturas e proporções, aspectos fundamentais para a construção de ambientes equilibrados. Muitas vezes, essas referências surgem de forma indireta, mais ligadas à sensação transmitida do que à forma em si.
Além disso, visitar exposições contribui para o desenvolvimento de repertório crítico. Com o tempo, o profissional passa a identificar que tipos de obras dialogam melhor com determinados estilos de projeto, sejam eles mais clássicos, contemporâneos, abstratos ou figurativos.
3 – Lojas de decoração, jardinagem e construção
Muitas vezes lembradas apenas no momento da compra, essas lojas também podem funcionar como importantes fontes de inspiração.
A lógica é simples: são alguns dos melhores lugares para observar, de forma prática, o que tem maior saída no mercado. Não é raro que lojas de móveis acompanhem de perto as tendências atuais, refletidas inclusive na troca frequente de coleções e na organização dos ambientes expositivos.
Isso vale para cores de tinta, materiais e objetos decorativos (como a maior procura por madeira, metais ou plásticos, por exemplo) além do comportamento observado em lojas de jardinagem, onde certos tipos de plantas ganham destaque conforme a demanda.
É possível que muitos designers considerem esse acompanhamento desnecessário, já que revistas e portais especializados já costumam mapear essas movimentações. Ainda assim, uma pesquisa de campo nesses espaços pode revelar sinais de mudança e preferências do público antes mesmo de elas ganharem espaço nos conteúdos editoriais.
O designer de interiores é, acima de tudo, um criativo
Mesmo que muitos profissionais da área considerem eventos como CasaCor, Expo Revestir, DW!, ABIMAD, entre outros, como principais fontes de referência e leitura de tendências (ao lado de plataformas já bastante consolidadas como Tumblr e Pinterest), vale olhar para esse campo de forma um pouco mais ampla.
Isso porque o design de interiores talvez esteja mais próximo das artes do que, à primeira vista, pode parecer.
Pintores, desenhistas, escritores e outros criadores costumam buscar inspiração até nos contextos menos convencionais. E, ainda que existam limitações (como o briefing ou as preferências do cliente), o ambiente projetado continua sendo, em grande parte, uma expressão criativa do profissional.
Não por acaso, grandes nomes do design ao redor do mundo têm seus projetos vistos quase como obras de arte da decoração. Justamente porque pensam suas criações indo além do óbvio.
Evidentemente, uma abordagem fortemente orientada por análises de mercado pode formar um profissional extremamente competente. Ainda assim, muitas vezes o cliente espera algo além da execução correta: espera um olhar diferenciado.
É nesse ponto que a busca por referências não convencionais pode fazer com que o designer vá além e até antecipe movimentos e tendências.
Considerando que muitas dessas atividades são simples de incorporar à rotina (e, em vários casos, até funcionam como momentos de pausa e relaxamento), talvez valha a pena experimentar e observar o impacto que esse tipo de repertório pode trazer para a prática profissional.
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