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Astrofotografia: o fascínio e os desafios de registrar o céu
Descubra o mundo da astrofotografia, a arte de registrar o céu e os astros. Entenda os desafios, os equipamentos necessários, desde smartphones até telescópios, e como a tecnologia e a edição ajudam a capturar imagens impressionantes
O fascínio humano pelo céu e pelos astros vem desde a antiguidade. Isso pode ser visto em diferentes exemplos, como a criação de constelações, os signos do zodíaco e até mesmo os deuses associados aos corpos celestes em diversas civilizações.
Com o passar do tempo, essa admiração também chegou à fotografia, dando origem à astrofotografia: uma técnica extremamente específica que busca registrar o céu com o maior nível de detalhe possível.
E apesar de parecer algo restrito a profissionais ou grandes observatórios, na verdade, é possível a qualquer pessoa conseguir bons registros nas condições certas.
O que é a astrofotografia?
Esse ramo da fotografia se especializou em registrar imagens do céu com detalhes muitas vezes imperceptíveis a olho nu, como nebulosas e galáxias. Um dos primeiros registros dessa prática aconteceu em 1840, quando foi feita uma fotografia da Lua.
Um dos grandes efeitos do avanço da tecnologia foi a popularização desse tipo de fotografia, o que fez com que o resultado dependesse cada vez mais do equipamento e da técnica do fotógrafo para conseguir bons registros.
Os desafios da astrofotografia
Talvez a principal dificuldade seja justamente a falta de controle sobre aquilo que está sendo fotografado, o que significa que a foto ideal precisa da hora ideal. Isso pode representar certas dificuldades, como precisar fazer ou até programar capturas para períodos da madrugada.
O segundo desafio tem relação com a luminosidade: nos dias de hoje, por conta da iluminação das cidades, é praticamente impossível conseguir bons registros em grandes centros. Ou seja, frequentemente é necessário se deslocar para áreas mais afastadas no interior e com o mínimo de luz artificial possível (de preferência nenhuma) para obter melhores imagens.
Ainda existe algo que é o maior desafio para muitos fotógrafos amadores: os ajustes técnicos necessários para que a câmera acompanhe corretamente o movimento aparente do céu ao longo da noite. Em muitos casos, é preciso utilizar uma plataforma que acompanhe esse deslocamento para conseguir fotografias com maior qualidade.
Tecnologia: o grande aliado da astrofotografia
De maneira geral, a arte da fotografia é uma das que mais se beneficia dos avanços tecnológicos, mas especialmente a astrofotografia conseguiu ir muito além na riqueza dos registros com os equipamentos modernos.
Um bom exemplo disso, e que gera muitas vezes alegações falsas de que são imagens mentirosas, é a sensibilidade à luz das câmeras e lentes. Como elas conseguem captar coisas que não são visíveis a olho nu, é possível ter o registro de nebulosas com muito mais riqueza de detalhes.
O trabalho de edição
Esse é outro ponto controverso, pois novamente pode indicar para alguns a “falsificação de imagens”. Só que, na verdade, o trabalho de edição tem uma função muito diferente aqui.
Como explicamos antes, uma das grandes dificuldades é o ajuste das câmeras ao movimento aparente do céu. Então, em muitos casos, são necessárias diversas fotos em diferentes períodos para conseguir construir uma imagem mais precisa.
Entra aí o trabalho de edição, que faz a sobreposição dessas fotos. Esse processo também pode ser utilizado em casos mais simples, como na criação das fotografias em “lapso temporal”, aquelas em que é possível ver astros em diferentes posições por meio da sobreposição de várias capturas do céu.
Equipamentos
Esse é um dos pontos mais interessantes, pois aqui está o limite que fotógrafos amadores, semiprofissionais ou profissionais têm para a captura de imagens. Por exemplo: hoje é possível conseguir registros excelentes até mesmo com smartphones, desde que se busque a configuração ideal.
Já para quem pode investir um pouco mais, entram as possibilidades das plataformas de rastreamento, câmeras profissionais e acessórios como telescópios ou lentes superteleobjetivas. Estes são diferenciais importantes para uma técnica muito específica dentro da astrofotografia: a de galáxia profunda.
Nesse caso, falamos do registro de imagens de galáxias e nebulosas que estão além do sistema solar. Naturalmente, o custo para os entusiastas é bem mais alto, mas os resultados também podem ser impressionantes.
Aqui ainda surge outra adversidade desse tipo de fotografia: o clima. Especialmente em períodos muito frios e úmidos, é preciso bastante atenção com a lente para evitar a formação do famoso “sereno”, que pode comprometer toda a captura.
Seja um nascer do sol, a Lua ou simplesmente as estrelas, o fascínio humano pelo céu atravessa gerações. E a astrofotografia se tornou exatamente a forma de aprofundar esse tipo de registro, unindo tecnologia, paciência e técnica para capturar detalhes na maioria dos casos imperceptíveis aos nossos olhos.
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Autoria: Departamento de Pesquisa e Cultura ABRA




