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Dicas para pintar o seu autorretrato

O autorretrato vai muito além da aparência física: é uma forma de expressão pura. Inspire-se nos mestres Van Gogh e Frida Kahlo e confira 4 dicas essenciais para criar sua própria obra, do esboço à escolha da técnica.

O autorretrato na pintura é algo que ultrapassa os mais diversos estilos que já surgiram. Muitos dos grandes artistas da história já se retrataram em uma obra, seja buscando fazê-lo de forma tecnicamente precisa, seja querendo usar aquele momento para retratar seus próprios sentimentos.

Sendo um tema tão fascinante e que muitas vezes pode dizer muito sobre o artista que a pinta, vamos falar um pouco mais sobre o autorretrato, além de trazer dicas de como você pode fazer o seu.


O conceito do autorretrato na pintura


A principal diferença quando comparamos com uma fotografia é a total liberdade que o artista tem para se retratar. Em outras palavras: ele não precisa ser tecnicamente fiel às suas características, podendo esconder aquilo que não quer mostrar, destacar aquilo que deseja que outras pessoas vejam etc.

Só que isso não se limita apenas a questões físicas, pois em muitos casos, o autorretrato na pintura busca transmitir o sentimento da pessoa que o pinta naquele momento.


Autorretrato com Chapéu de Feltro Cinza, de 1887


Talvez dois excelentes exemplos disso sejam Van Gogh e Frida Kahlo. Isso porque, eles são duas referências quando pensamos em se autorretratar. No entanto, cada um demonstrava seus sentimentos de forma diferente:

·        No caso de Van Gogh, isso era feito de forma mais sutil, por meio da paleta de cores. Inclusive, para muitos especialistas foi uma valiosa forma de entender o comportamento do artista, pois em seus períodos de maior instabilidade emocional, ele se retratava com cores mais frias e escuras. Por outro lado, quando estava em seus períodos otimistas, ele se pintava com cores mais claras e vibrantes;

·        Já Frida Kahlo transmitia seus sentimentos de forma mais direta. Em muitos casos, valia-se de cenários oníricos e analogias para representar aquilo que estava sentindo. Por exemplo, quando se retratou com uma coluna grega rachada representando a fratura em sua própria coluna


A Coluna Partida, de 1944


Inclusive, fica o destaque para o grande número de autorretratos que cada um deles fez: Frida pintou mais de 55 e Van Gogh mais de 35.


Dicas para fazer seu autorretrato


Inicialmente, pode parecer desafiadora a ideia de se retratar em uma pintura, mas na verdade falamos de uma criação em que você tem total liberdade criativa.

Só que, ao mesmo tempo que essa liberdade é boa, ela também pode gerar muitas dúvidas sobre o que realmente se quer expressar na obra. Por conta disso, vamos destacar algumas dicas valiosas antes de começar:


1 – Reflita

Antes de começar, pense com calma: seu autorretrato será mais realista ou simbólico? Qual estilo mais combina com a mensagem que deseja transmitir? Pense também se deseja destacar alguma característica física ou emocional. Essas respostas vão nortear todo o processo.


2 – Esboço

Aqui, tudo vai depender do seu intuito ao pintar o autorretrato. Por exemplo: caso esteja buscando algo mais fiel, pode usar uma foto como referência. No entanto, em casos como esses é comum o artista simplesmente deixar as ideias livres e pintar sem estar preso a um desenho prévio.


3 – Cenário

Algo real ou onírico? Tudo é possível, inclusive misturar ideias reais em cenários fantásticos. Além disso, este pode ser o momento de trazer locais e elementos que tenham significado para a sua vida ou para aquilo que você idealiza no momento.


4 – Técnica

Você pode usar apenas uma técnica — como aquarela, acrílica ou óleo — ou então combinar várias. Às vezes, essa mistura expressa melhor o que está sendo vivido. Afinal, o autorretrato também pode ser um espaço de experimentação.


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Autoria: Departamento de Pesquisa e Cultura ABRA