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Pintura em tela: dicas para quem quer começar

Começar na pintura em tela é uma jornada relaxante e criativa. Confira nosso guia completo sobre como escolher as melhores telas, diferenciar tipos de tintas e listar os materiais essenciais para dar suas primeiras pinceladas com confiança.

A pintura em tela é uma atividade que pode trazer inúmeros benefícios a quem a pratica.

Ela pode ser o caminho para expressar aquilo que você sente, registrar o mundo ou a própria vida, utilizando o seu modo de enxergar as coisas.

Também pode funcionar como uma verdadeira terapia contra a ansiedade e o estresse, por seu efeito relaxante e por permitir que a pessoa se “desligue” do mundo enquanto pinta.

Além disso, pode contribuir para o desenvolvimento cognitivo, melhorar a coordenação motora e até ajudar pessoas com questões clínicas, por meio da arteterapia.

E com tantos benefícios, por que não começar a praticá-la? Para isso, é importante conhecer alguns pontos, como mostraremos a seguir:


1 – Escolher a tela adequada


Na pintura em tela, naturalmente, o primeiro item a ser escolhido é... a tela. E, apesar de parecer simples, essa decisão exige atenção. Isso porque existem diferentes tipos de tecido, e essa escolha influenciará diretamente no resultado da pintura.

Veja os três tipos de telas mais comuns:


Algodão


Material de fibra natural, com trama macia e uniforme. Caracteriza-se pela boa absorção da tinta e custo acessível, mas tende a expandir ou encolher com variações de umidade. Ideal para estudos, produções em série, iniciantes e pinturas acrílicas.


Poliéster


Material sintético, com estrutura estável e trama extremamente regular. Caracteriza-se pela alta resistência a deformações e por não reagir à umidade. Por ser pouco poroso, exige preparação com gesso acrílico para garantir aderência da tinta. Ideal para pinturas detalhadas, técnicas mistas e superfícies que exigem precisão.


Linho


Material de fibra natural nobre, com textura firme e leve irregularidade na trama. Caracteriza-se pela durabilidade, estabilidade e resistência ao tempo, oferecendo uma superfície profissional e refinada. Ideal para obras em óleo ou acrílica de longa duração e valor artístico elevado.

Outro ponto importante é escolher o tamanho da tela. Especialmente no início, é melhor optar pelas menores, tanto pelo custo mais baixo com tintas quanto pela própria tela.


2 – Tipos de tinta


Com o tamanho e o tipo de tela definidos, é hora de escolher a tinta. Os principais tipos são:


Guache


Tinta à base de água, com acabamento fosco e cores opacas. Seca rápido e é fácil de aplicar. Embora tenha menor aderência em telas, pode ser usada em telas de algodão ou poliéster preparadas com gesso acrílico — com destaque para o poliéster, que, por ser mais estável, ajuda a evitar rachaduras. É a mais indicada para iniciantes.


Acrílica


Tinta à base de água e resina acrílica. Oferece acabamento versátil (fosco, brilhante ou acetinado), secagem rápida e ótima aderência em telas de algodão, linho e poliéster preparadas com gesso ou primer acrílico. Indicada para iniciantes e profissionais, é a tinta mais prática e versátil para pintura em tela.


Óleo


Tinta à base de óleo vegetal (geralmente de linhaça). Possibilita ajustes e misturas diferenciadas por conta do tempo de secagem mais lento. Exige preparação cuidadosa da tela (com primer próprio para óleo ou gesso acrílico + isolamento com óleo de linhaça ou PVA).

É mais indicada para telas de linho e algodão, podendo também ser usada em poliéster com o preparo adequado. Por sua complexidade e tempo de secagem prolongado, é mais recomendada para artistas experientes ou interessados em técnicas clássicas.


3 – Outros materiais


O mais difícil no início costuma ser a escolha das tintas e da tela, principalmente para evitar gastos desnecessários. Mas além deles, há outros itens essenciais para começar:


  • Cavalete;
  • Pincéis – uma dica importante: para tintas acrílica e a óleo, prefira cerdas sintéticas; para tintas aguadas, como guache e aquarela, cerdas naturais funcionam melhor. É interessante ter pelo menos um pincel chanfrado, um redondo e um chato, pois cada formato permite traços diferentes;


  •  Lápis e/ou carvão para o esboço inicial
  • Paleta para misturar as tintas
  •  Espátula para manipular e mesclar cores
  • Solvente (caso use tinta a óleo)


4 – Começando a pintura em tela


Agora é hora de começar! Algumas preparações finais ajudam nesse processo:


  1. Escolha um local iluminado e arejado (essencial no caso de tinta a óleo);
  2. Em geral, as telas já vêm prontas para uso, mas em alguns casos vale aplicar uma camada extra de gesso acrílico;
  3. Em vez de começar pintando diretamente, o ideal é fazer um esboço como guia. Dependendo do tema, definir uma paleta de cores com antecedência ajuda a manter a harmonia da imagem.


Lembre-se: a pintura não se aprende da noite para o dia. É um processo gradual que pode gerar frustração no início, caso o resultado não saia como o esperado. Por isso, o mais importante é ter paciência com você mesmo, evitar cobranças e aproveitar a jornada e com o tempo, a evolução virá naturalmente.



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Autoria: Departamento de Pesquisa e Cultura ABRA