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Que famosos desenhos ocidentais foram animados no Japão e na Coreia?

Apesar da antiga rivalidade entre fãs, o que muitos não sabem é que diversos clássicos ocidentais foram animados por estúdios japoneses. Surpreenda-se com essa lista!

Os fãs de animação sempre alimentaram uma “rivalidade” (que diminuiu muito hoje) sobre qual seria o melhor tipo de animação: a ocidental ou a oriental. Contudo, o que talvez muitos não saibam é que diversos desenhos deste lado do hemisfério foram, na verdade, animados por estúdios japoneses.

Entre eles, temos diversas produções que são lembradas até hoje com carinho pelos fãs — e vamos mostrar algumas delas que podem surpreender você!

Importante dizer que, na maioria dos casos, tínhamos apenas a animação sendo feita pelos estúdios no Japão, pois o roteiro já chegava pronto dos EUA.


1 – Caverna do Dragão

A icônica produção, que ganhou status “cult” e marcou a infância de diferentes gerações desde seu lançamento em 1983, foi animada no mais famoso estúdio japonês: a Toei Animation, em coprodução com a Marvel Productions e a TSR.

A ideia inicial da animação era chamada de “Swords and Sorcery”, mas não foi aprovada pela NBC. Para resolver isso, a produção assinou um contrato de licença com a TSR para utilizar a marca Dungeons & Dragons. Com isso, o projeto foi reformulado por Dennis Marks e Mark Evanier, sendo lançado em setembro de 1983 na CBS.

O cancelamento antes do final se deu por fatores como custo alto e audiência inferior a outros desenhos da época, como Smurfs, G.I. Joe e Transformers.

Ainda assim, para não deixar os espectadores sem saber o desfecho, o roteirista original da série, Michael Reaves, revelou aquele que seria o episódio final: nele, descobrimos que o Vingador é filho do Mestre dos Magos, e as crianças finalmente voltariam para casa.

Uma curiosidade é que, durante muito tempo, circularam na internet teorias macabras sobre o final da série, mas o próprio roteirista desmentiu todas elas, mantendo apenas esta como a verdadeira.


2 – Transformers

Aproveitando o gancho, vamos para a próxima, que também contou com o suporte da Toei Animation para ser animada.

No entanto, ela apresenta algumas peculiaridades, como o fato de os brinquedos terem sido criados no Japão pela Takara — o que significa que muito do design dos personagens já era japonês desde a origem.

A série foi um grande sucesso, tanto que sua produção foi de 1984 até 1987, com continuações produzidas no Japão, como The Headmasters e Super-God Masterforce.


3 – Thundercats

Outro grande sucesso do Ocidente que também foi animado no Japão. Só que, diferente das duas anteriores, a animação dos felinos trovejantes foi feita no estúdio Pacific Animation Corporation (PAC), que mais tarde se tornou parte da Walt Disney Animation Japan.

Aqui já temos um ponto interessante de mudança, pois, mesmo com os designs iniciais feitos pelo estúdio Rankin/Bass, a arte final dos personagens (incluindo o refinamento visual, expressões e estilo de animação) foi adaptada e estilizada pelos animadores japoneses do estúdio PAC.

Por isso, o visual final lembrava mais o estilo das animações japonesas da época. A série também teve vida longa, sendo produzida entre 1985 e 1989, com um total de 130 episódios. Contudo, ela não teve um final oficial, sendo cancelada devido à queda de audiência.


4 – Os Seis Biônicos

Esse desenho, que fez muito sucesso entre o final dos anos 80 e o começo dos anos 90, trouxe uma novidade para a época, pois até então a influência e a relação entre estúdios japoneses e os criadores estadunidenses ainda era bastante distante.

Porém, neste caso — em que a animação ficou com o estúdio TMS Entertainment — ,o design dos personagens também foi feito no Japão, além de contar com a direção do renomado Osamu Dezaki (Dororo, Astro Boy, Lupin III, entre outros).

Muitos até chegaram a achar que se tratava de um anime de fato, já que praticamente toda a produção foi feita no TMS. Inclusive, o estúdio se tornou presença recorrente em várias produções de sucesso da época.


5 – Batman: A Série Animada

Para muitos, a série é um marco por trazer uma narrativa mais adulta para as animações, algo que não era comum na época. No entanto, ela também serviu como consolidação de uma estética “híbrida”, que passou a ser vista em diversas produções ocidentais.

Isso porque os criadores deram liberdade para explorar cortes e efeitos dramáticos mais comuns aos animes. A própria estética dos personagens também foi impactada — alguns, inclusive, lembravam o estilo anime (como o Robin mais jovem, introduzido na continuação da série).

Esse estilo híbrido visto na animação acabou ditando uma nova tendência em produções ocidentais “puxadas para o anime”.


Bônus – Animações ocidentais pós anos 2000 que mesclam ambos os estilos

Embora não tenha sido o primeiro, esse desenho do Batman e o sucesso que ele teve, serviu para mostrar como um estilo híbrido, que traz muitos elementos do anime pode funcionar bem nos desenhos ocidentais.

Temos inclusive alguns bons exemplos de como isso foi aplicado com sucesso:


Avatar: A Lenda de Aang / A Lenda de Korra

 Apesar de serem criações totalmente ocidentais, a animação foi terceirizada para estúdios sul-coreanos, com larga experiência produzindo animes para o Japão. Nesse caso, a estética “anime” veio como uma escolha intencional dos criadores, que já desenvolveram os personagens e roteiros com essa referência visual em mente;


Os Jovens Titãs (2003)

Bastante inspirado em anime tanto na arte quanto no humor e nas expressões exageradas. Foi uma das primeiras animações da DC a assumir esse visual de forma mais declarada. Destaque que até a abertura foi feita pelo duo japonês Puffy AmiYumi; 


Liga da Justiça / Liga da Justiça Sem Limites

Ainda que ele traga o visual mais “quadrado”, há uma clara influência japonesa nos enquadramentos e no ritmo das cenas de ação. A série soube balancear bem o estilo clássico americano com cortes e movimentos mais dinâmicos;


Castlevania


Produzida por estúdios ocidentais, mas claramente inspirada nos animes, tanto no traço quanto na construção narrativa e no foco em cenas de ação coreografadas. É um exemplo claro de como a linha entre “anime” e “desenho ocidental” se tornou cada vez mais tênue, a ponto de até alguns acharem que fosse um anime, reforçado pelo jogo ser de origem japonesa.

Isso serve para nos mostrar como é possível aprimorar um estilo de desenho/animação, sem perder a essência. Afinal, refinar algo a partir de exemplos que já deram certo é exatamente o que a arte ensina ao longo da história.



Inclusive, nunca é demais lembrar que no próprio Japão, eles também contam com diversas referências ocidentais, especialmente quando falamos de super-heróis (My Hero Academia é hoje o melhor exemplo disso). Ou seja, por mais que sejam escolas diferentes de desenhos, elas têm muito mais em comum do que muitos podem imaginar.


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