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Calendário da Moda 2026: os principais eventos do ano

Planeje seu ano com o guia estratégico das passarelas! Do glamour do Met Gala à força do SPFW, descubra as datas e movimentos que definirão o universo fashion em 2026.

Para quem trabalha ou acompanha de perto o universo fashion, o calendário da moda funciona como um verdadeiro guia estratégico. É por meio dele que se acompanham os principais eventos do setor e se identificam os movimentos que passam a influenciar (direta ou indiretamente) o que veremos nas passarelas, nas vitrines e, posteriormente, nas ruas.

O que talvez nem todos saibam é que cada período do ano assume um papel específico dentro deste cenário. Trata-se de uma organização não oficial, mas seguida à risca pelas semanas de moda e pelas grandes marcas, que estruturam suas coleções de acordo com esse ritmo global.

De forma geral, o ano se divide em quatro trimestres, cada um com focos estratégicos distintos, como veremos a seguir:


1º trimestre: o maior foco na moda masculina


O início do ano é o período mais importante para o vestuário masculino. Apresentações como o Pitti Uomo e as semanas de moda dedicadas de Milão e Paris estabelecem as principais tendências do setor para o ano.

Pitti Uomo 2025, em Florença


Chama a atenção o fato de apenas duas das quatro grandes capitais da moda realizarem encontros exclusivos para a moda masculina.

O dado evidencia como o vestuário voltado aos homens ainda ocupa um espaço mais restrito dentro do calendário oficial, reflexo tanto de um público que historicamente demonstrou menor engajamento com as tendências quanto do tradicional protagonismo da moda feminina nas principais grifes.

Contudo, esse cenário vem se transformando nos últimos anos, com Paris e Milão consolidando-se como pioneiras na valorização e no fortalecimento do segmento masculino.

Esse movimento se concentra principalmente em janeiro. Já entre fevereiro e março, Paris, Londres, Milão e Nova York passam a apresentar os primeiros desfiles da temporada voltados à moda feminina.


2º trimestre: moda e entretenimento em destaque


Entre abril e junho, o calendário ganha um contorno diferente: o foco se desloca para a intersecção entre moda, cultura e entretenimento.

O principal responsável por esse movimento é o Met Gala, um dos eventos de celebridades mais midiáticos do mundo, conhecido por transformar moda em espetáculo ao unir arte, narrativa visual e presença estratégica de grandes nomes da indústria cultural.

Criado originalmente como uma edição beneficente para financiar o departamento de moda do Metropolitan Museum (The Costume Institute), o Met Gala foi se transformando ao longo dos anos, sobretudo ao reunir celebridades, empresários e figuras públicas de diferentes países.

Em um segmento onde a visibilidade é volátil, o Met Gala consolidou-se também como espaço de projeção de imagem.


Sabrina Carpenter no Met Gala 2025 - Crédito: James McCarthy


A indústria da moda soube aproveitar essa dinâmica. A ampla visibilidade gerada pela gala tornou-se uma oportunidade para apresentar tendências e criações a um público muito mais abrangente. Enquanto as semanas de moda dialogam majoritariamente com um nicho especializado, eventos como esse “furam a bolha” e levam o debate sobre moda a uma audiência global.

Esse protagonismo faz do Met Gala um caso singular: embora não seja uma semana de moda tradicional, tornou-se presença consolidada no calendário anual do setor.

No cenário brasileiro, o Rio Fashion Week também merece destaque. Além de integrar o calendário nacional, o encontro reforça a identidade da moda brasileira e contribui para seu posicionamento no cenário internacional.

O trimestre se encerra com a segunda e última leva de edições dedicadas à moda masculina: o retorno do Pitti Uomo e das semanas de Milão e Paris, já antecipando as diretrizes para o verão de 2027.


3º trimestre: o mês dos grandes eventos


Pode parecer estranho dedicar um trimestre a apenas um mês, mas há uma razão clara: setembro concentra o momento mais aguardado do calendário da moda. É quando Nova York, Londres, Milão e Paris apresentam, em sequência, as coleções para o verão de 2027.

Embora o circuito também aconteça entre fevereiro e março, as edições dedicadas ao verão costumam ganhar mais repercussão. A proximidade com a estação mais comercial do ano e a curiosidade em torno do que “vai estar nas ruas” fazem com que os desfiles ultrapassem o público especializado e cheguem aos programas de variedades, às redes sociais e às conversas do dia a dia.

Além das quatro grandes semanas de moda, outros encontros reforçam o movimento do período, como a Alta-Costura de Inverno e a Copenhagen Fashion Week. Cada um, à sua maneira, amplia o debate ao trazer propostas criativas e discussões sobre sustentabilidade e novos caminhos para o setor.


4º trimestre: São Paulo em destaque


O último período do ano coloca o Brasil como foco do mundo da moda. Com o fim do circuito de moda no Hemisfério Norte, o São Paulo Fashion Week, realizado em outubro, torna-se o centro das atenções dentro do cenário fashion.

Para entender o tamanho da importância do SPFW, ele é considerado a quinta maior semana de moda do mundo, atrás apenas das quatro principais. Vale destacar que ele consegue se diferenciar principalmente por ser menos conservador que muitos outros eventos do segmento.


SPFW 2025


Apesar de ter como grande foco trazer as principais marcas e estilistas brasileiros, cada vez mais grifes estrangeiras também buscam participar do evento, graças à visibilidade que ele atingiu ao longo de mais de 30 anos de história.

Além da edição paulista, também se destacam no fim do ano as Coleções Pré-Fall Internacionais e a Casa dos Criadores, mostrando que o período final do ano é dedicado principalmente à experimentação e à busca de novos talentos.


A importância de acompanhar diferentes tipos de apresentações


O principal objetivo do calendário de moda não é destacar apenas as apresentações relacionadas a Londres, Nova York, Paris e Milão, pois até mesmo parte do público mais leigo consegue acompanhar seus principais destaques, da mesma forma que nós, brasileiros, acompanhamos o SPFW.

A importância maior é ficar atento também ao que eventos de menor porte ou sem o mesmo destaque têm a oferecer. Isso porque, muitas vezes, eles podem trazer inovações, tendências ou ideias nas quais os encontros mainstream ainda não estão apostando.

O mundo da moda não é necessariamente hierárquico, com eventos menores simplesmente replicando os grandes. Cada semana traz uma proposta própria, além de geralmente oferecer mais espaço aos criadores locais. Isso permite acessar referências de regiões nem sempre valorizadas pelo mainstream e observar inovações que talvez não surgissem apenas acompanhando o circuito tradicional.


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Autoria: Departamento de Pesquisa e Cultura ABRA